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Seu cachorro está soltando muito pelo? Entenda as possíveis causas

Se você compartilha sua vida com um cão, provavelmente já se acostumou a encontrar pelos na roupa, no sofá, nos tapetes e em vários cantos da casa. Soltar pelos faz parte do ciclo natural da pelagem de muitos cães. No entanto, quando a queda aumenta muito, surgem falhas na pelagem ou aparecem alterações na pele, vale prestar mais atenção.

A queda excessiva de pelos pode estar relacionada a vários fatores, desde características naturais da pelagem até problemas de pele, parasitas, alergias, alimentação inadequada ou alterações de saúde que precisam de avaliação veterinária.

Neste guia do SuperCão Blog, você vai conhecer cinco causas comuns para o cachorro soltar muito pelo, entender quais cuidados podem ajudar em casa e descobrir os sinais que indicam que é hora de procurar um médico-veterinário.


Entendendo a Troca Natural de Pelo

Assim como nossos cabelos passam por fases de crescimento e renovação, a pelagem dos cães também possui um ciclo natural. A intensidade da troca varia bastante conforme a raça, o tipo de pelagem, o clima, o ambiente onde o animal vive e outros fatores individuais.

Cães com pelagem dupla, como Husky Siberiano, Golden Retriever e Pastor Alemão, podem apresentar períodos de muda mais intensa, principalmente nas transições entre épocas mais frias e mais quentes. Já outras raças podem eliminar pequenas quantidades de pelo ao longo de praticamente todo o ano.

Portanto, encontrar mais pelos pela casa em determinados períodos não significa necessariamente que o cachorro esteja doente. O sinal de atenção aparece principalmente quando a queda deixa áreas sem pelo ou vem acompanhada de coceira intensa, vermelhidão, feridas, crostas, mau cheiro ou mudanças no estado geral do animal.

Cachorro de pelo curto durante período de troca de pelagem
Imagem ilustrativa: SuperCão Blog

5 Causas Comuns para o Cachorro Soltar Muito Pelo

Quando a quantidade de pelos parece maior do que o habitual, alguns fatores merecem ser considerados.

1. Alimentação Desequilibrada ou Deficiências Nutricionais

A saúde da pele e da pelagem depende de uma alimentação completa e balanceada, com quantidades adequadas de proteínas, gorduras, vitaminas e minerais. Deficiências nutricionais ou dietas inadequadamente formuladas podem prejudicar a qualidade da pele e dos pelos.

Se o cão recebe um alimento comercial completo e balanceado apropriado para sua fase de vida e condição de saúde, não significa que seja necessário trocar automaticamente para uma categoria mais cara apenas porque ele está soltando pelo. Quando houver suspeita de relação com a alimentação, o ideal é conversar com o médico-veterinário antes de mudar a dieta ou acrescentar suplementos. Entenda também as diferenças entre ração Premium e Super Premium.

2. Pulgas, Alergias e Problemas de Pele

Pulgas e outros parasitas podem provocar coceira e irritação. Alguns cães apresentam dermatite alérgica à picada de pulga e podem se coçar, lamber ou morder intensamente determinadas regiões, provocando quebra dos fios, feridas e áreas de perda de pelo.

Alergias, infecções bacterianas ou fúngicas e outras doenças dermatológicas também podem causar alterações na pelagem. Quando há coceira intensa, feridas, vermelhidão, crostas, secreção ou mau cheiro, é importante procurar avaliação veterinária em vez de tentar tratar apenas com shampoos ou produtos caseiros.

Se a coceira é um dos principais sinais, veja também nosso guia sobre cachorro coçando muito: principais causas e quando se preocupar.

3. Estresse, Ansiedade e Lambedura Excessiva

Mudanças na rotina e situações de estresse ou ansiedade podem influenciar o comportamento do cachorro. Alguns animais podem passar a se lamber repetidamente, o que pode contribuir para danos na pelagem e irritação da pele.

Entretanto, lambedura excessiva também pode ocorrer por causas físicas, como coceira, dor ou problemas dermatológicos. Por isso, não devemos concluir que se trata de ansiedade sem investigar outras possibilidades.

Quando esse comportamento acontece principalmente nas patas, nosso artigo sobre por que o cachorro lambe as patas explica algumas das possíveis causas e os sinais que merecem atenção.

4. Banhos e Produtos Inadequados

A frequência ideal de banho varia conforme raça, tipo de pelagem, rotina, ambiente e condições da pele. Banhos frequentes não são necessariamente um problema quando realizados corretamente, mas produtos inadequados ou uma rotina incompatível com as necessidades daquele cão podem favorecer ressecamento e irritação.

Prefira produtos formulados especificamente para cães e siga as recomendações de uso. Shampoos humanos e produtos de limpeza doméstica não foram desenvolvidos para a pele canina e devem ser evitados. Veja nosso passo a passo sobre como dar banho no cachorro em casa com segurança.

5. Problemas Hormonais e Outras Doenças

Algumas doenças hormonais, como hipotireoidismo e hiperadrenocorticismo (Síndrome de Cushing), podem provocar alterações na pele e na pelagem. Em determinados casos, a perda de pelo pode aparecer de maneira relativamente simétrica e sem coceira intensa.

Ganho ou perda de peso sem explicação, apatia, sede excessiva, alterações na urina ou outras mudanças no estado geral aumentam a importância de uma avaliação veterinária. O diagnóstico pode exigir exame clínico e, dependendo da suspeita, exames laboratoriais específicos.

Se você percebeu também um aumento importante no consumo de água, leia cachorro bebendo muita água: quando é normal e quando se preocupar.

Cachorro sendo observado durante cuidados com a pelagem
Imagem ilustrativa: SuperCão Blog

O Que Você Pode Fazer em Casa

Quando a queda faz parte da renovação natural da pelagem e não existem sinais de doença, alguns cuidados simples ajudam a controlar os pelos soltos e permitem observar melhor a pele do cachorro.

1. Mantenha uma Rotina de Escovação

A escovação ajuda a remover fios que já estão soltos antes que eles se espalhem pela casa, além de facilitar a identificação de nós, irritações, parasitas e outras alterações na pele.

  • Pelagem curta: escovas de borracha, luvas próprias para cães ou modelos de cerdas macias costumam funcionar bem.
  • Pelagem longa ou densa: pode exigir escovas e pentes apropriados para desembaraçar sem puxar excessivamente os fios.
  • Cães com subpelo: ferramentas específicas para remoção de pelos soltos podem ajudar, mas devem ser utilizadas com cuidado para não irritar a pele nem danificar pelos saudáveis.

A frequência depende do tipo de pelagem. Durante períodos de muda intensa, alguns cães podem precisar de escovação mais frequente.

2. Revise a Alimentação Antes de Suplementar

Uma alimentação completa e balanceada, adequada à fase de vida e às necessidades do cachorro, é importante para a manutenção da pele e da pelagem. Antes de trocar de alimento, confirme se a dieta atual é apropriada para o animal e observe também seu estado geral.

Suplementos com ácidos graxos, incluindo fontes de ômega-3, podem ser utilizados em determinadas situações, mas não devem ser adicionados automaticamente à dieta. A necessidade, o produto e a quantidade devem ser avaliados pelo médico-veterinário.

3. Mantenha o Controle de Parasitas

O controle de pulgas, carrapatos e outros parasitas faz parte dos cuidados com a pele. Existem comprimidos, pipetas, coleiras e outras opções, com indicações e períodos de proteção diferentes.

Converse com o médico-veterinário para escolher uma estratégia apropriada para idade, peso, saúde, ambiente e estilo de vida do seu cachorro. Não combine produtos antiparasitários por conta própria.

Cuidado O que pode ajudar Frequência Objetivo
Escovação Escova adequada ao tipo de pelagem Conforme a pelagem e o período de muda Remover fios soltos e observar a pele
Alimentação Dieta completa e balanceada Diariamente Atender às necessidades nutricionais do cão
Controle de parasitas Produto indicado para o animal Conforme orientação e instruções do produto Prevenir infestações e problemas associados
Banho Produto específico para cães Conforme pelagem, rotina e orientação veterinária Manter higiene sem irritar a pele

Como Saber se a Queda de Pelo é Normal ou Precisa de Veterinário?

Encontrar pelos pela casa, principalmente durante períodos de muda, não significa necessariamente que o cachorro esteja doente. O mais importante é observar a pele por baixo da pelagem e a presença de outros sinais.

Na troca natural, a perda costuma ocorrer sem grandes áreas completamente sem pelo. A pele deve permanecer sem feridas importantes, vermelhidão intensa, crostas ou secreções, e o cachorro normalmente mantém seu comportamento habitual.

Procure orientação de um médico-veterinário se perceber:

  • Falhas ou áreas completamente sem pelo;
  • Coceira intensa ou lambedura constante;
  • Feridas, crostas, secreção ou vermelhidão;
  • Descamação intensa ou mau cheiro;
  • Queda concentrada em determinadas regiões;
  • Mudança repentina na textura ou aparência da pelagem;
  • Perda ou ganho de peso sem explicação;
  • Apatia, sede excessiva ou outras alterações no estado geral.

Nessas situações, simplesmente trocar shampoo, escova ou alimentação pode não resolver o problema. O veterinário poderá examinar o animal e, quando necessário, investigar parasitas, alergias, infecções, alterações hormonais e outras possíveis causas.


A Escova Certa Faz Toda a Diferença

Nem toda escova funciona da mesma maneira. A ferramenta adequada depende principalmente do comprimento, da densidade e do tipo de pelagem do cachorro.

Cães de pelo curto, como Dálmatas, Beagles e Pinschers, também podem soltar bastante pelo. Escovas de borracha, luvas próprias para cães e modelos de cerdas macias ajudam a recolher os fios soltos sem agredir a pele.

Cães com pelagem longa ou densa precisam de cuidados para evitar nós. Escove com calma, por partes, e evite puxar os fios com força.

Nos cães com subpelo, ferramentas específicas podem ajudar durante a muda. Use-as de maneira cuidadosa e apropriada ao tipo de pelagem, pois o uso excessivo pode irritar a pele ou danificar fios saudáveis.

Procure transformar a escovação em uma experiência positiva. Escolha um momento tranquilo, faça movimentos suaves e recompense o cachorro com carinho, brincadeira ou um pequeno petisco adequado. Além de controlar os pelos espalhados pela casa, esse momento ajuda o tutor a observar regularmente a pele do animal.


Pequenas Mudanças na Casa Também Ajudam

Mesmo com uma boa rotina de cuidados, é normal que muitos cães soltem algum pelo. Por isso, adaptar o ambiente pode facilitar bastante a limpeza.

Caminhas, mantas e capas removíveis para sofá são mais fáceis de higienizar do que estofados inteiros. Lavar esses tecidos regularmente ajuda a controlar o acúmulo de pelos e sujeira.

Nos pisos, o aspirador pode ser mais eficiente do que apenas varrer, já que fios leves podem voltar a se espalhar. Em sofás e tecidos, rolos adesivos e acessórios próprios para remoção de pelos também podem facilitar a rotina.

Mantenha água fresca sempre disponível e ofereça uma alimentação nutricionalmente equilibrada. A saúde da pele e da pelagem depende de diversos fatores, e nenhum suplemento isolado substitui uma dieta adequada ou o diagnóstico de uma doença.

Evite acrescentar vitaminas, óleos ou suplementos apenas porque o cachorro começou a soltar mais pelo. Se houver dúvida sobre necessidade de suplementação, converse com o médico-veterinário.

Aproveite também a escovação para observar a pele, as orelhas, as patas e a região próxima à cauda. Esse hábito pode ajudar a perceber parasitas, irritações, pequenos machucados ou mudanças inesperadas na pelagem.

Conclusão: Entenda a Queda de Pelo e Observe os Sinais

Soltar pelos faz parte da vida de muitos cães, e uma boa rotina de escovação, higiene, alimentação equilibrada e controle de parasitas pode ajudar bastante quando a queda é natural.

Por outro lado, falhas na pelagem, coceira intensa, feridas, alterações na pele ou mudanças no estado geral do cachorro não devem ser tratadas apenas como um problema de pelos pela casa. Nesses casos, uma avaliação veterinária é importante para identificar a causa e definir o cuidado adequado.

Cachorro com pelagem saudável
Imagem ilustrativa: SuperCão Blog

Fontes consultadas

As fontes são utilizadas como referência para a produção editorial.

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Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento realizado por um médico-veterinário.

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